A primeira visão que tive do mundo, ainda um bebê no colo da minha mãe, foi um furinho no queixo! Deve ter sido aí que estabeleci o meu padrão para graça e charme.

As noivas

Maria

Silvia

 

Aninha, a alemã

Furinho no queixo é uma característica determinada geneticamente e que deveria ser dominante mas, devido a outros fatores , este traço não se completa. Acredita-se que traços recessivos podem pular uma ou mais gerações. Mas não é só o gene que marca a característica dominante. Muitos  fatores externos contribuem para que, no fim das contas, o furinho apareça no queixo do felizardo. Acontece, também, que outros sinais podem aparecer, vindo do  pai ou  da mãe, como língua que enrola, orelha grudada, gente que espirra quando acende a luz e mais algumas características bem engraçadas.
Tudo isso foi sendo estudado e compreendido pela Genética, que  é a ciência dos genes, da hereditariedade e da variação dos organismos. Hereditariedade é a transmissão ultra sofisticada, de características que os pais transmitem para os filhos. Já na pré-história, os homens faziam certos cruzamentos em plantas e animais, porque percebiam que assim as espécies ficavam com algumas particularidades interessantes.

Quando crianças…

Aninha

Cassio

Maria 

Silvia

 

 

 

 

 

 

Para entender o que é a hereditariedade dominante, temos que saber o que são genes e cromossomos. Os nossos corpos são feitos de milhões de células. A maior parte das células contém um conjunto completo de genes. Os genes funcionam como um manual de explicações que controla o crescimento e o modo como o corpo funciona e também são eles os responsáveis por muitas das nossas características, como a cor dos olhos, a altura e o formato da orelha. Os genes fazem parte de estruturas em forma de fita, que são os cromossomos.
Todo esse conhecimento não seria possível se não fosse Gregor Mendel. Nascido, em 1822, na atual República Tcheca, muito cedo entrou para um mosteiro onde, com muitas experimentações com plantas, principalmente ervilhas, e animais, descobriu e respondeu várias questões sobre a hereditariedade. Com esses estudos ele concluiu que algumas características sempre se sobressaíam às outras, e de que os filhos herdam certos traços de seus pais através dos genes. Apesar da importância de seu trabalho, Mendel não foi reconhecido na sua época e foi esquecido por muitos anos. Em 1953, James Watson e Francis Crick descobriram a estrutura da molécula do DNA, baseados na teoria de Mendel  sobre a frequência com que as características eram transmitidas aos descendentes. Hoje, Mendel é uma das figuras mais importantes do mundo científico, sendo considerado “Pai da Genética”.

 

Aqui, os elos: Pai  Zozó e a filhaMaria

Vovô Zozó e Maria

Mãe Maria e filho Cassio

Maria e Cassio

Aninha e Cassio

Pai Cassio e filha Aninha

 

 

 

 

 

Para mim, a história do furinho no queixo começou com a minha mãe, filha do vovô ‘’ Zozó. Este sim, tinha o queixo talhado tão forte, que ele mal conseguia fazer a barba. O gene foi para a filha, com furinho tão fundo, que aparece em todas as fotografias, de bebê a bisavó!

Como o caminho genético não pára, dos quatro filhos da minha mãe, somente o caçula puxou a característica. Sua filha plagiou o pai.

Eu, que merecia, apenas por querer demais ter um, nada!
Mas sei que morava, dentro de mim, escondido pela geração dos meus filhos,
o gene querido e desejado.  Finalmente, no fim da fila, a lanterninha da família, minha última neta, nasceu com o queixo esculpido por um fino cinzel, ela, a minha linda Sofia, tem furinho no queixo!

E como não poderia deixar de ser, Biia Maria e Sofia

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