Johan Maurits von Nassau-Siegen, o Maurício de Nassau, esteve no Brasil por apenas sete anos, de 1637 até 1644. Deixou, porém, marca inapagável no País, principalmente, claro, no nordeste, e em especial em Pernambuco.

Três séculos e oito décadas atrás, Nassau prestou juramento e foi oficializado governador, almirante e capitão-geral das terras holandesas no Brasil, sob domínio da Companhia das Índias Ocidentais. Tinha 32 anos de idade.

Dois meses depois, em 25 de outubro, 12 navios com quase 3 mil homens deixaram o porto de Texel, ao norte da Holanda. A chegada em Recife aconteceu em 23 de janeiro de 1637. Começava ali o período de ouro do Brasil holandês.

Nassau foi múltiplo. Conde de muita riqueza cultural, atuou como empreendedor, diplomata, intelectual, urbanista, agricultor, político, entre tantas outras funções.

Sob seu comando, Recife floresceu e se transformou na cidade mais cosmopolita da América do Sul, com a presença constante de estrangeiros de toda a parte do mundo, principalmente da Europa.

Apesar de tudo, o fato de não gerar lucros para a “metrópole” Holanda fez com que o governo determinasse o retorno imediato de Nassau para a Europa, em 1643. Relutante, ele só voltaria quase um ano depois.

A partir do regresso ao Velho Continente até a morte, em 1679, Maurício de Nassau seria sempre chamado de “o brasileiro”.

Mas a história sobre sua vida fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Fonte: www.efemeridesdoefemello.com

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