Ella Fitzgerald faria 100 anos dia 25

A carreira de mais de 50 anos de Ella Fitzgerald se confunde com a própria história da música popular norte americana. As estatísticas são impressionantes. Alguns dados a seguir:

Cantora mais popular na América por 50 anos;

Na vida pessoal, como quase todas, nasceu em família pobre, porém no Leste, (Newport News, Va.). A família mudou-se para Nova York e em 1932, depois da morte da mãe em um acidente, tornou-se contraventora. Foi recolhida a um reformatório aos 15 anos. Fugiu e estava na penúria quando foi descoberta em 1934 em um concurso de calouros no Teatro Apollo onde curiosamente ia dançar, mas na “hora H” cantou uma canção que impressionou o grande saxofonista Benny Carter. Benny a levou para a banda do baterista Chick Webb, o grande band leader da época o que ajudou a lançar sua carreira.

Tímida e reservada fora dos palcos, tinha perfeita consciência de seu valor à luz dos refletores, com sua voz e interpretação. Com Webb sua carreira deslanchou.

Ella nunca mais se ligou permanentemente a uma Big Band e com o advento do estilo de jazz “Be Bop” sempre acompanhada dos melhores músicos de jazz passou a adotar no seu repertório o estilo “scat singing” quando o cantor não canta a letra mas emite sons simulando um instrumento musical.

Em 1946 casou-se com o grande Contrabaixista Ray Brown o que a aproximou do produtor Norman Grantz que passou a dirigir sua carreira. Passou a se apresentar com o famoso grupo “Jazz at The Philharmonic (JATP) excursionando pelo mundo. Foi nessa época também que gravou os famosos Song Books onde homenageava com sua voz a arte dos grandes compositores e intérpretes da música norte americana, incluindo Cole Porter, George and Ira Gershwin, Johnny Mercer, Irving Berlin, Rodgers and Hart . Duke Ellington e seu parceiro Billy Strayhorn chegaram, inclusive, a compor canções especialmente para o álbum que os homenageava. Ella participava, habitualmente, dos mais famosos programas de TV da época.

Sofreu com a segregação como todos os músicos afroamericanos daquele período, mas recebeu o apoio de muitos artistas ,que lhe abriram as portas para se apresentar em locais antes proibidos aos não brancos.

Em 1986, depois de um severo infarto e do diagnóstico de diabetes, quando ninguém mais imaginava que conseguisse ainda gravar se apresentou pela 26ª vez no lendário Carnegie Hall. Com sérios problemas circulatórios, foi obrigada a encerrar suas aparições nos palcos, vindo a falecer em 1996.

Depois de sua morte, dezenas dos melhores cantores gravaram álbuns em sua homenagem, tendo na banda seus músicos prediletos, alguns deles até recebendo Grammys.

Os 100 anos do nascimento de Ella Fitzgerald estão sendo lembrados no mundo todo através de muitas dezenas de shows, exposições e eventos culturais.

Existem estatísticas que são impressionantes e aqui vão alguns dados :
* Cantora mais popular na América por 50 anos;
* Primeiro álbum que vendeu 1 milhão de cópias foi em 1936!;
* Mais de 40 milhões de álbuns vendidos ao longo da carreira;
* 13 Grammy’s além de um “Grammy Lifetime” (pelo conjunto da obra);
* 7 condecorações de artes, a mais importante: a National Medal of Arts concedida pelo Presidente Reagan;
* 26 apresentações solo no Carnegie Hall;
* Principais colaborações: Louis Armstrong, Nat King Cole, Duke Ellington, Count Basie;
* 4 aparições em longa metragens;
* O seu material musical está no Smithsonian’s National Museum of American History;
* Não foi uma Diva, título tão batido pois atribuído imerecidamente a muitas figuras hoje em dia. A Ella foi atribuído o título de “The First Lady of Song”. Ever.
* Palpite para os mais novos: quem não conhecer algum dos nomes citados, pesquisem – são todos maiorais da música!

UMA CANÇÃO VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS

José Roberto Rocco Jr  – www.radiogeek.com.br

“Caros congressistas, cuidado com o que vocês fazem. O destino de inúmeras gerações ainda não nascidas está em suas mãos. Vocês vão repetir o erro de seus pais, que pecaram cegamente? Ou vocês se investirão da sabedoria adquirida por tanto sangue derramado ao seu redor e expulsarão para sempre todos os vestígios da antiga abominação de nossas fronteiras nacionais? Como membros do trigésimo nono Congresso, vocês decidem se o país será pacífico, unido e feliz, ou perturbado, dividido e miserável.”

Senhoras e senhores, Frederick Douglass. Ativista político, abolicionista, orador, escritor, político. Negro. “O mais influente negro americano do século 19”, como definiu um de seus biógrafos.

Fonte: www.efemeridesdoefemello.com

Por Betto Rocco

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