por Maria Teresa

Quantas de mim me habitam?

Pergunto-me e também proponho a pergunta. Cutuco o olhar pra dentro, um puxar a geladeira pra ver o que tem atrás. Vivemos um tempo que cola nosso olhar na pele, na boca. E no transitório, no “next”, na angústia da não espera.

Mas somos tão mais! Não podemos nos perder ou nos esquecer de nós!

Daí a pergunta: quantas de mim me habitam?

Penso nas facetas, nos papéis, no cerne de quem sou.

Passarei o dia pescando-me, nas reentrâncias das mil atividades e compromissos e correrias de hoje. Sei que valho a busca. 

Valemos todos!