

Tem um monte de coisas que a gente sempre quis ter. Aquelas coisinhas secretas e deliciosas que queremos muito e sempre pensamos nelas. E quando as vemos ou ouvimos falar, aí sim, nossos pensamentos ficam corroídos por obsessões. Estou exagerando? Talvez, mas quando a gente quer, a gente quer demais!
Até fantasias como reencontrar um ex-namorado, ficar menos ansiosa por qualquer motivo…

Mas, o que eu desejo grandemente, no fundo do meu coração, um dos meus mais secretos e pungentes desejos é ter uma bolsa Chanel.
Sou uma pessoa simples, tenho assuntos e objetos muito mais necessários, mais adequados. É incrível como, em diversas situações o desejo fala mais alto e substitui a objetividade que nos guia.

Tentei esquecer . Até funcionou por um tempo, mas continuei querendo uma bolsa Chanel. Ela, só ela está acima de tudo! É inexplicável , como uma objeto tão supérfluo pode ocupar minha cabeça pensante , com tantas coisas importantes a querer: será que meus filhos estão bem? minha neta está gostando da faculdade? onde passarei o Natal?

Mas uma coisa eu sei. Assim que conseguimos o que queremos , logo após o entusiasmo e alegria dá um vazio só preenchido com outro desejo. Somos insaciáveis. Ah! Humanidade! Mas eis que a imagem dela, da bolsa Chanel me vem à mente, acompanhada até de um arrepio.
Agora, deixo um recado para meus queridos familiares “ quando a indesejável das gentes chegar”, acatem meu último desejo : me enterrem com minha a bolsa Chanel!
