
a nadadora
Os seus pijamas são tão incríveis que faz reuniões com eles, a qualquer hora do dia e da noite. Ela recebe gente do mundo todo em seu escritório luxuoso no vigésimo quinto andar da Faria Lima.
Russos, coreanos, japoneses, franceses, chineses, americanos e narcotraficantes tem hora marcada na agenda da mulher importante.
As reuniões são precedidas por elogios ao cabelo encaracolado. Do corte à cor. As mulheres conseguem verbalizar que estouro aquele seu corpo malhado. Sempre um preâmbulo de puro puxa-saquismo: você venceu, você deu a volta, você soube conquistar seu lugar, sua linda.
Em seguida tratam de negócios e encaminham decisões.
No seu celular um status de enorme brutalidade, que ela própria não entende porque gosta tanto da frase:
“Não adianta dar espaço para quem não sabe ocupar o lugar”
Antiético, pra dizer o mínimo. Meu deus, se dependesse só de ocupar o lugar, teríamos moradores felizes e bem alimentados vivendo debaixo dos viadutos e pelas esquinas da cidade.
Ser uma vencedora é o que a faz dessa criatura, uma mulher importante.
Desculpa o chavão, no caso dela, não interessa os meios para alcançar os finalmentes…