Ninguém para abrir a geladeira e tomar uma Coca. Ninguém para procurar chocolate no armário da cozinha. Ninguém para  jogar de Mico Preto e fazer aquela cara de denúncia de que está com o macaco e ganhar na “Pizzaria Maluca”! Ninguém para pegar montanhas de bem casados.

 A roupa para troca guardada numa gaveta, carrinhos e jogos de montar nunca brincados, livros lidos pela metade.

Ninguém para mal educadamente me chamar de  “velha”, ninguém para abraçar minhas pernas quase me derrubando.  Ninguém para ser mimado e querido.

Ninguém cresceu.