{"id":1444,"date":"2019-11-08T19:40:48","date_gmt":"2019-11-08T21:40:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/?p=1444"},"modified":"2023-04-13T19:17:45","modified_gmt":"2023-04-13T19:17:45","slug":"vida-do-jeito-que-for","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/vida-do-jeito-que-for\/","title":{"rendered":"Vida, do jeito que for&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1468\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/IMAG1822-1024x768-1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"353\" height=\"265\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1469\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Pedras-2-1-300x288.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"288\"><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Minha cunhada voltou da Alemanha, &nbsp;e contou que&nbsp; quem anda pelas ruas de Berlim pode ver, em alguns lugares nas cal\u00e7adas, &nbsp;pequenas placas de lat\u00e3o. Estas plaquinhas se chamam&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.stolpersteine.eu\/en\/home\/\"><em>Stolpersteine<\/em><\/a><a href=\"http:\/\/www.stolpersteine.eu\/en\/home\/\"><em>,&nbsp;<\/em><\/a>ou <em>Pedras de Trope\u00e7o<\/em>.<\/p>\n<p>Fui correndo atr\u00e1s da internet e achei um monte de informa\u00e7\u00f5es..\u201d S\u00e3o memoriais \u00e0s v\u00edtimas dos nazistas\u2013 elas lembram de forma sucinta o destino de pessoas que foram mortas, deportadas, que tiveram que fugir durante o regime nazista. Diferentemente de outros memoriais que s\u00e3o gerais, as&nbsp;<em>Stolpersteine<\/em>&nbsp;s\u00e3o bem pessoais, elas cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es do tipo \u201caqui morava\u201d ou \u201caqui vivia\u201d, o nome da pessoa, a data de nascimento e \u201cfoi deportado para \u2026\u201d, \u201cassasinado e a &nbsp;data\u201d, \u201chumilhado e difamado\u201d, \u201ccometeu suic\u00eddio\u201d, etc.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1446 alignright\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/3-pedras-300x203.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"203\"><\/p>\n<p><em>Stolpersteine<\/em> \u00e9 um projeto do artista Gunter Demnig.&nbsp; A inten\u00e7\u00e3o do artista foi dar um nome de volta a estas v\u00edtimas, que quando presas num campo de concentra\u00e7\u00e3o eram resumidas a um n\u00famero. Estas plaquinhas s\u00e3o fixadas na cal\u00e7ada , em frente da \u00faltima moradia da pessoa perseguida pelos nazitas, seja judeu, de outra minoria \u00e9tnica como os ciganos ou mesmo alem\u00e3es que aos olhos dos nazistas tivessem alguma raz\u00e3o para ser discriminado. Elas s\u00e3o colocadas na cal\u00e7ada pois para ler o texto contido nelas, as pessoas precisam se curvar, fazendo assim um curvamento simb\u00f3lico para estas v\u00edtimas. Por causa do nome \u2013 pedras do trope\u00e7o, o autor foi perguntado por um estudante se as pessoas trope\u00e7ariam nestas pedras e ele respondeu \u201cN\u00e3o, ningu\u00e9m trope\u00e7a e cai, a gente trope\u00e7a com a cabe\u00e7a e o cora\u00e7\u00e3o\u201d. As placas s\u00e3o incrustadas na cal\u00e7ada, n\u00e3o tem relevo e de fato n\u00e3o d\u00e1 para trope\u00e7ar nelas.\u201d \u201cAs Stolpersteine&nbsp;podem ser vistas n\u00e3o somente em Berlim, mas tamb\u00e9m em centenas de outras cidades da Alemanha e outros pa\u00edses da Europa, como It\u00e1lia, \u00c1ustria, Pol\u00f4nia, Holanda.\u201d &nbsp;WIKIPEDIA<\/p>\n<p>Memoriais s\u00e3o comuns e importantes em muitas culturas, em diversas \u00e9pocas. E , de acordo com&nbsp; a vis\u00e3o de vida, de morte, de vida al\u00e9m da morte, \u00e9 que esses memoriais se apresentam. No <em>Stolperstein<\/em>, a placa mostra o nome, isto \u00e9 , a identidade da pessoa, a data de nascimento, isto \u00e9 a idade, onde nasceu , onde morava. \u00c9 portanto uma import\u00e2ncia da vida cotidiana e \u00fanica ,da pessoa.<\/p>\n<p>Essa preocupa\u00e7\u00e3o, com a vida em suas dimens\u00f5es, era muito grande j\u00e1 no &nbsp;Egito Antigo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1455 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/415fa22b546f5179d706faea5b63fece.jpg\" alt=\"\" width=\"285\" height=\"257\"><\/p>\n<p>Uma das &nbsp;grandes apreens\u00f5es&nbsp; que &nbsp;um eg\u00edpcio sentia pela morte era que ele&nbsp; poderia perder seus la\u00e7os terrenos e deixar de existir na mem\u00f3ria da fam\u00edlia e da &nbsp;sociedade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1456 alignleft\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Imagem-.jpg\" alt=\"\" width=\"236\" height=\"180\"><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O esquecimento era, para&nbsp; ele , uma segunda morte.<\/p>\n<p>Os mortos &nbsp;faziam parte da mesma &nbsp;sociedade e poderiam, at\u00e9 mesmo, interagir em problemas &nbsp;dos vivos. Seus parentes escreviam cartas com &nbsp;pedidos Por isso as pessoas tinham obriga\u00e7\u00e3o de manter as oferendas , de construir e manter as tumbas e suas decora\u00e7\u00f5es .<\/p>\n<p>Os eg\u00edpcios acreditavam que, os mortos poderiam voltar ao mundo dos vivos, se cumprissem alguns requisitos, apresentados aos deuses. Poderiam sair de seus t\u00famulos de manh\u00e3 e voltar \u00e0 noite, transformados em p\u00e1ssaros&nbsp; ou em meio pessoas, meio p\u00e1ssaros.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o ou medo ou ansiedade a respeito do futuro , leva os seres humanos a pensarem coisas incr\u00edveis!<\/p>\n<p>Lembran\u00e7as da vida terrena, imagina\u00e7\u00e3o numa vida futura, sempre uma esperan\u00e7a na vida do Homem,na Terra ou no C\u00e9u!<\/p>\n<div style=\"width: 790px;\" class=\"wp-video\"><video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-1444-1\" width=\"790\" height=\"444\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Video-cemiterio-2.mp4?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Video-cemiterio-2.mp4\">http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Video-cemiterio-2.mp4<\/a><\/video><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; Minha cunhada voltou da Alemanha, &nbsp;e &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2348,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5,6,7,22,288],"tags":[],"class_list":["post-1444","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-cultura","category-educacao","category-historia","category-sem-categoria","latest_post"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1444","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1444"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1444\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2350,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1444\/revisions\/2350"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2348"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1444"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1444"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1444"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}