{"id":1552,"date":"2019-11-26T17:59:57","date_gmt":"2019-11-26T19:59:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/?p=1552"},"modified":"2023-04-13T19:16:24","modified_gmt":"2023-04-13T19:16:24","slug":"emplacaram-o-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/emplacaram-o-coracao\/","title":{"rendered":"Emplacaram o cora\u00e7\u00e3o!"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p>Passando por um posto de gasolina vi, numa placa grande, o nome do estabelecimento : \u201c Flor de Goi\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1521 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/0077B11E-3F46-44C8-9321-5E4EA848B9BCL0001photo-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\"><\/p>\n<figure id=\"attachment_1535\" aria-describedby=\"caption-attachment-1535\" style=\"width: 228px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1535\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Cora-Coralina.jpg\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"243\"><figcaption id=\"caption-attachment-1535\" class=\"wp-caption-text\">Cora<\/figcaption><\/figure>\n<p>Perguntei para mim mesma , o que o dono teria vivido, desde sair de sua terra natal , deixar tanta coisa para tr\u00e1s, e depois ter constru\u00eddo sua vida aqui em S\u00e3o Paulo, formado fam\u00edlia, se estabelecido e, ainda assim ,guardando suas primeiras lembran\u00e7as , olha para tr\u00e1s, e ainda v\u00ea o seu ponto de partida, Goi\u00e1s.<br>Resolvi ver o que essa terra tinha de t\u00e3o especial.<br>\u201cAmo a prantina silenciosa do teu fio de \u00e1gua,<\/p>\n<p>Descendo de quintais escusos sem pressa,<br>e se sumindo depressa na brecha de um velho cano.<\/p>\n<p>Amo a avenca delicada que renasce Na frincha de teus muros empenados, e a plantinha desvalida de caule mole que se defende, viceja e floresce no agasalho de tua sombra \u00famida e calada\u201d<br>Os versos acima foram retirados de um poema mais extenso presente no livro Os Poemas dos Becos de Goi\u00e1s e Est\u00f3rias Mais, publicado em 1965, de Cora Coralina (Anna Lins dos Guimar\u00e3es Peixoto Bretas)<\/p>\n<p>O Estado do Goi\u00e1s, capital Goi\u00e2nia, fica na Regi\u00e3o Centro-Oeste do Brasil. Goi\u00e1s come\u00e7ou a se formar quando as primeiras expedi\u00e7\u00f5es de bandeirantes paulistas foram para a regi\u00e3o, no s\u00e9culo XVI. A partir de 1650, esses bandeirantes ocuparam o espa\u00e7o e capturaram \u00edndios mas, o que eles realmente queriam eram pedras preciosas e ouro. J\u00e1 no come\u00e7o do s\u00e9culo XVIII, o ouro foi encontrado em grandes quantidades, atraindo milhares de mineradores e comerciantes . E ent\u00e3o foi fundado o Arraial da Barra, o primeiro povoado goiano.<br>Em 1748, Goi\u00e1s tornou-se capitania independente e seu nome foi mudado de Vila Boa para Goi\u00e1s ( Goi\u00e1s Velho no in\u00edcio). Em 1860, a pecu\u00e1ria e a agricultura j\u00e1 eram a principal atividade econ\u00f4mica da regi\u00e3o.<br>No s\u00e9culo XX , a economia se desenvolveu demais com a constru\u00e7\u00e3o da capital Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>Nos aspectos geogr\u00e1ficos o terreno goiano se destaca por ser cristalino e com sedimenta\u00e7\u00e3o antiga. H\u00e1 chapadas exuberantes, sendo a Chapada dos Veadeiros<\/p>\n<figure id=\"attachment_1523\" aria-describedby=\"caption-attachment-1523\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1523 size-medium\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/unnamed-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\"><figcaption id=\"caption-attachment-1523\" class=\"wp-caption-text\">Chapada dos Veadeiros<\/figcaption><\/figure>\n<p>uma delas, localizada a 1,2 mil metros acima do n\u00edvel do mar. A maior ilha fluvial do Pa\u00eds, a Ilha do Bananal se divide em tr\u00eas: Tocantis, Mato Grosso e Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Um dia, Cora Coralina, com 90 anos, recebeu uma carta de Carlos Drummond de Andrade. Apesar de escrever desde menina, seu primeiro livro,<em> Poemas dos becos de Goi\u00e1s<\/em> e est\u00f3rias mais, s\u00f3 foi publicado quando ela tinha 75 anos. Drummond avalizou o trabalho de Cora, e continuou a escrever a ela: \u201c Minha querida amiga Cora Coralina: Seu Vint\u00e9m de Cobre \u00e9, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que n\u00e3o sofre as oscila\u00e7\u00f5es do mercado. \u00c9 poesia das mais diretas e comunicativas que j\u00e1 tenho lido e amado. Que riqueza de experi\u00eancia humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje n\u00e3o nos pertence. \u00c9 patrim\u00f4nio de n\u00f3s todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia (\u2026).\u201d<\/p>\n<p>A gente nem sabe qual dos dois \u00e9 mais incr\u00edvel. Cora e Drummond foram os iluminados, que nos deixaram um enorme patrim\u00f4nio de beleza e sentimentos profundos.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure id=\"attachment_1555\" aria-describedby=\"caption-attachment-1555\" style=\"width: 377px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1555\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/pg_coracoralina-03-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"377\" height=\"283\"><figcaption id=\"caption-attachment-1555\" class=\"wp-caption-text\">Casa de Cora Coralina, em Goi\u00e1s, tombada<\/figcaption><\/figure>\n<p>O que o Brasil tem de incr\u00edvel&nbsp; \u00e9 de animar qualquer um. Quem quiser ir para Portugal, n\u00e3o v\u00e1! Fique! Vamos resgatar esse pa\u00eds maravilhoso. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, com tanta coisa bacana, a gente n\u00e3o conseguir salv\u00e1- lo, apesar dos absurdos que aparecem de tudo quanto \u00e9 lado!<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 brasileiros que s\u00e3o ligados&nbsp; em sua terra natal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1530\" aria-describedby=\"caption-attachment-1530\" style=\"width: 270px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1530\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/500X700-Shane-2-214x300.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"379\"><figcaption id=\"caption-attachment-1530\" class=\"wp-caption-text\">Alan Ladd&nbsp; &nbsp;&#8221; Os brutos tamb\u00e9m amam &#8220;<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1533\" src=\"http:\/\/www.quasepedagogico.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/500X700-Chicago-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\"><\/p>\n<p><\/p>\n<p>CHICAGO<\/p>\n<p>Em 1803, o governo dos Estados Unidos construiu um posto militar ao sul da foz do rio Chicago, que se chamou Fort Dearborn. Por volta de&nbsp;&nbsp;1810, um pequeno assentamento agropecu\u00e1rio e comercial se desenvolveu perto dali .Em agosto de 1812, um grupo de 150 civis e soldados ,foi&nbsp; obrigado a sair &nbsp;de Fort Dearborn e , rumando para Fort Wayne(ao sul), foi atacado por cerca de 500 nativos. Metade foi assassinada e a outra parte capturada.<br>O&nbsp;Fort Dearborn foi somente reconstru\u00eddo em 1816, por soldados americanos Neste ano, os sobreviventes do massacre foram liberados pelos nativos, e muitos deles decidiram voltar para o forte,&nbsp; com outros grupos de pessoas.<br>Em 12 de agosto de 1833, j\u00e1 com uma popula\u00e7\u00e3o &nbsp;de quase 200 habitantes, o&nbsp;Fort Dearborn foi elevado a posto de vila, recebendo o nome de <em>Chicago<\/em> .<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passando por um posto de gasolina vi, numa placa grande, o nome do estabelecimento : \u201c Flor de Goi\u00e1s\u201d. 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