{"id":174,"date":"2016-12-14T10:39:23","date_gmt":"2016-12-14T12:39:23","guid":{"rendered":"https:\/\/webbypropaganda.com.br\/site-renataoliva\/?p=174"},"modified":"2016-12-14T10:39:23","modified_gmt":"2016-12-14T12:39:23","slug":"la-se-chama-colosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/la-se-chama-colosso\/","title":{"rendered":"L\u00e1 se chama \u201cColosso\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Saindo da faculdade, j\u00e1 no fim do semestre, procurando um est\u00e1gio, fui \u00e0 \u201dFavela Colosso\u201d, nome bem apropriado, tanto pelo tamanho como pela import\u00e2ncia do local . Favela que se chama favela. N\u00e3o tem nada de \u201ccomunidade\u201d, nome que falseia uma realidade p\u2019ra l\u00e1 de dif\u00edcil. L\u00e1, \u00e9 esse o nome, e as pessoas chamam este lugar, sua casa, de favela. Eu nunca tinha ido a um lugar como esse, assim, pessoalmente, e s\u00f3 o conhecia pelas novelas da Globo. O cen\u00e1rio \u00e9 igualzinho, mas a realidade ultrapassa qualquer capricho cenogr\u00e1fico. Na tela da televis\u00e3o n\u00e3o tem calor, cheiro, umidade e o colorido descombinado, mas n\u00e3o deixa de passar um certo ar de realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando cheguei, apesar de saber o endere\u00e7o, n\u00e3o conseguia encontrar a entrada: uma ruazinha estreita, com muitas barracas dos dois lados. De um, vendiam-se luvas de l\u00e3, bonezinhos para crian\u00e7as e alguns carregadores de celular ; e do outro lado, fatias de abacaxi e de melancia que estavam dispostas em tabuleiros. Eu adoro comer na rua, mas daquela vez eu n\u00e3o quis ficar melada! Afinal eu ia conversar com a mandachuva do peda\u00e7o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fui seguindo por essa viela, que logo se transformou na rua principal . A essas alturas, eu j\u00e1 tinha ligado para a mo\u00e7a do grupo da faculdade , que vinha caminhando para mim , falando ao celular. Fomos andando juntas pelo meio da favela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do um lado da rua, era uma fileira de portas de madeira, de todas as cores e tipos . As folhas das portas eram quebradas e trincadas. Dentro das casas, algumas escadas feitas de sucata, que n\u00e3o levavam a lugar algum. Do outro lado, dentro de um carro caindo aos peda\u00e7os, sem portas nem cap\u00f4, dois homens usando camisetas regata, estavam sentados nos bancos rasgados e conversavam com um jovem, totalmente engessado, pernas e bra\u00e7os, absolutamente imobilizado, sentado numa cadeira de rodas,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegamos ao final da rua, onde tem um galp\u00e3o, bem constru\u00eddo. \u00c9 onde as crian\u00e7as ficam, quando chegam da escola, no fim da tarde. Adoram ficar l\u00e1 e l\u00e1 ficam, at\u00e9 a hora de dormir. Liliana, a professora da turma , deu um apanhado geral das necessidades da garotada. Sugeriu que seria bom um refor\u00e7o para elas. S\u00e3o 40 crian\u00e7as, que estudam nas escolas p\u00fablicas do bairro. Analisei o caso e vi que seria praticamente imposs\u00edvel dividir 40 crian\u00e7as em diversos n\u00edveis de dificuldades e de conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas eu tinha acabado de estar com uma fam\u00edlia alem\u00e3, que, visitando o Brasil, comentou que nem os empregados de turismo do Rio falavam Ingl\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00ed percebi que a melhor coisa a se ensinar para todos era Ingl\u00eas. Mat\u00e9ria importante , e com a possibilidade das aulas poderem ser dadas a todas as idades e n\u00edveis de conhecimento, ao mesmo tempo. E tamb\u00e9m pensei em usar material de uma boa escola particular. Achei a ideia \u00f3tima , para que essas crian\u00e7as possam conhecer um jeito cultural diferente do deles, de uma forma tamb\u00e9m diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu estava conversando com a professora Liliana , sentada numa mureta do galp\u00e3o, quando vi se aproximar uma mo\u00e7a morena, forte, com o cabelo todo preso no alto da cabe\u00e7a, que formava uma bola, visto que o cabelo era bem crespo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela era dessas pessoas, que mesmo estando longe e se aproxima tranquilamente, a gente logo percebe a presen\u00e7a. Tem gente que brilha, n\u00e3o importa quem seja ou onde esteja. E ela era o meu contato! Preparada para resolver qualquer assunto importante para a Favela Colosso. Logo vi que seriam muitos ou, todos os assuntos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00ed , a professora Liliana, toda animada e orgulhosa me falou : \u201c-Voc\u00ea n\u00e3o sabe, ela \u00e9 important\u00edssima: foi ela quem invadiu esse espa\u00e7o!!!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 ! Tem gente bem bacana, que sabe ser bem importante!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saindo da faculdade, j\u00e1 no fim do semestre, procurando um est\u00e1gio, fui \u00e0 \u201dFavela Colosso\u201d, nome bem apropriado, tanto pelo tamanho como pela import\u00e2ncia do &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":175,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[57,58,59,60,61,62,63,64],"class_list":["post-174","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidades","tag-aula","tag-crianca","tag-escola","tag-estagio","tag-faculdade","tag-favela","tag-galpao","tag-manda-chuva","latest_post"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=174"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2814,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174\/revisions\/2814"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/175"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}