{"id":192,"date":"2017-12-26T15:02:52","date_gmt":"2017-12-26T17:02:52","guid":{"rendered":"https:\/\/webbypropaganda.com.br\/site-renataoliva\/?p=192"},"modified":"2022-11-04T18:23:19","modified_gmt":"2022-11-04T18:23:19","slug":"caramuru-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/caramuru-2\/","title":{"rendered":"Caramuru 2"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Peixe e peixinho! Beto e Marta<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era o que aparentemente acontecia nos movimentos musicais da \u00e9poca junto aos estudantes secund\u00e1rios e universit\u00e1rios que modulavam a musica com seus estudos e depois profiss\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o tempo alguns componentes da Caramuru se tornavam um empecilho para a evolu\u00e7\u00e3o como baterista. As peles dos tambores, aqui de couro animal, nos EUA j\u00e1 eram produzidas em nylon com jatos de areia. Minha irm\u00e3 providenciou um jogo de peles de nylon e um par de vassourinhas quando voltou do interc\u00e2mbio na Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedais de hi-hat e bumbo foram comprados nacionais, mas mais modernos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-195 size-full\" src=\"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Beto-lista-624x352-3.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Beto-lista-624x352-3.jpg 600w, https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Beto-lista-624x352-3-300x169.jpg 300w, https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Beto-lista-624x352-3-107x60.jpg 107w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros conjuntos que eu participei dali em diante eram autorais, isto \u00e9 compunham suas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es. Os principais: o \u201cAvuelito Winter\u201d que tocava m\u00fasica de vanguarda, o \u201cHermatop\u00e9ia\u201d com can\u00e7\u00f5es de MPB espelhadas nos trabalhos de Milton Nascimento, Elis, etc. Toc\u00e1vamos em escolas, clubes e festivais de m\u00fasica. Depois um que n\u00e3o chegou a ter nome que tocava m\u00fasica instrumental inspirada nas obras de Gismonti e Wagner Tiso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu batismo no Jazz foi tocar com a Swiss College Dixie Band. Tocando jazz Dixieland e tamb\u00e9m estilo Chicago. Naquela \u00e9poca a Swiss era composta por 8 m\u00fasicos sui\u00e7os sendo 2 professores da Escola Sui\u00e7o Brasileira de SP. Eu passei a ser por muito tempo o \u201cunico estrangeiro na banda\u201d. Toquei na banda por 11 anos e foi a forma\u00e7\u00e3o mais profissional que participei. Ensaios semanais muito produtivos, arranjos escritos, e dirigidos por Ueli Liechti, nosso trompetista e band leader, baseados nos arranjos das grandes bandas americanas. Foram anos de aprendizado de m\u00fasica, jazz e tamb\u00e9m de disciplina (sui\u00e7a). Opus 2004, clubes, escolas, hot\u00e9is festivais da col\u00f4nia su\u00ed\u00e7a, Festival Internacional de jazz. Tocar com um grupo com metais, arranjo, \u2026 hummm! Foi para mim, como uma faculdade e um p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o musical na bateria. A Swiss naquela \u00e9poca tinha como madrinha a Traditional Jazz Band o que tamb\u00e9m nos deu muito prest\u00edgio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa fase, pratos importados foram adicionados ao set-up da Caramuru. Indispens\u00e1veis para o jazz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando terminei minha participa\u00e7\u00e3o na Swiss, devido a mudan\u00e7as nos compnemtes da banda e j\u00e1 morando em Trememb\u00e9, passei um bom tempo sem tocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os filhos pequenos, distante do cen\u00e1rio do jazz que s\u00f3 existia no Rio ou em S. Paulo, a Caramuru guardada em S\u00e3o Paulo por anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem despertou de novo minha vontade de tocar, foi a Professora de m\u00fasica dos meus filhos, a D. Anita Guarnieri, educadora de m\u00fasica com fama internacional, que se aposentou em Trememb\u00e9. Ela dava aulas de inicia\u00e7\u00e3o para as crian\u00e7as. Mantinha tamb\u00e9m uma bandinha de coreto com jovens carentes que aprendiam instrumentos de sopro com o prof. Jonas, do conservat\u00f3rio de Taubat\u00e9. D. Anita me convidou para tocar com eles. A vontade de tocar reapareceu imediatamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conheci em Taubat\u00e9 o Baterista e Percussionista Augusto Arid que chegara do RIo com um grande curr\u00edculo musical nacional e Internacional. Atrav\u00e9s dele consegui me entrosar com os m\u00fasicos da regi\u00e3o. O pr\u00f3ximo passo foi montar meu pr\u00f3prio trio, batizado por nossa amiga Regina Barton de Los Angeles em visita a Trememb\u00e9: \u201cBossa \u00e0 Be\u00e7a\u201d: Guitarra, Contrabaixo e bateria.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-196 size-medium\" src=\"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Beto-grupo-624x507-3-300x244.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Beto-grupo-624x507-3-300x244.jpg 300w, https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Beto-grupo-624x507-3-74x60.jpg 74w, https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Beto-grupo-624x507-3.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de 2003, o Bossa \u00e0 Be\u00e7a adquiriu forma\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m at\u00e9 hoje: piano, teclado, baixo e bateria saindo a guitarra. Tocamos bossa nova e standards americanos. Mas a performance diletante sempre se torna limitada para que gosta muito de tocar. Paralelamente ao \u201cBossa\u201d participo \u201cad-hoc\u201d de mais algumas iniciativas musicais no Jazz de S. Paulo e at\u00e9 tocando como convidado na atual Swiss College Dixie Band que ainda existe, s\u00f3 que agora formadas por 7 brasileiros e um su\u00ed\u00e7o. Este ainda do meu tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em todo esse per\u00edodo, me acompanhou a boa Caramuru.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o passar dos anos, as baterias tanto pop quanto de jazz passaram por uma evolu\u00e7\u00e3o muito grande. Projetos ac\u00fasticos feitos por computador mudaram radicalmente as dimens\u00f5es e o material dos tambores quantidade de pe\u00e7as sejam tambores ou pratos. Uma bateria modelo dos anos 1950\/60 como a minha Caramuru (caixa, tom tom e surdo, mais 2 pratos e hi-hat) tornou-se objeto de curiosidade. Uma bateria de configura\u00e7\u00e3o e dimens\u00f5es estranhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisei na internet e praticamente inexiste informa\u00e7\u00e3o sobre o destino da f\u00e1brica A. Rossetti. Nenhum exemplar existente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente tocando em uma s\u00e9rie de Jam Sessions de Jazz no Anhembi em S\u00e3o Paulo a conserva\u00e7\u00e3o da Caramuru foi muito elogiada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Localizei um dos recibos de compra que tinha na minha pasta de recorda\u00e7\u00f5es para dele tirar o modelo do logotipo e notei que este ano a Caramuru ia completar 50 anos, o mesmo tempo da minha carreira de\u201d baterista diletante\u201d. Percebi que tinha uma bateria \u00fanica que se mistura com a minha hist\u00f3ria de baterista. Mandei fazer um adesivo com o logo para o bumbo para que todos possam apreciar essa guerreira cinquenten\u00e1ria, cuja hist\u00f3ria agora voc\u00eas conhecem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui vou eu, outra vez!<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-194 size-medium\" src=\"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Caramuru-Beto-624x546-3-300x217.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Caramuru-Beto-624x546-3-300x217.jpg 300w, https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Caramuru-Beto-624x546-3-83x60.jpg 83w, https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Caramuru-Beto-624x546-3.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Roberto Rocco (joserocco@hotmail.com)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peixe e peixinho! 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