{"id":223,"date":"2017-11-07T15:51:32","date_gmt":"2017-11-07T17:51:32","guid":{"rendered":"https:\/\/webbypropaganda.com.br\/site-renataoliva\/?p=223"},"modified":"2022-11-04T18:20:31","modified_gmt":"2022-11-04T18:20:31","slug":"palavra-palavrao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/palavra-palavrao\/","title":{"rendered":"Palavra, Palavr\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Palavra, Palavr\u00e3o,<br \/>\nPalavr\u00f3rio, quero n\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ouvi falar pela primeira vez de uma cantora moderna e gracinha, numa entrevista do programa da Mar\u00edlia Gabriela, que estava justamente entrevistando a Ludmilla. A entrevistadora confessava que , at\u00e9 um tempo atr\u00e1s, nunca tinha ouvido falar dessa mo\u00e7a e de repente , as m\u00fasicas, a vida e a presen\u00e7a dela apareceram, avassaladoramente, em todas as m\u00eddias! Que gra\u00e7a, que voz, que talento!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 pouco tempo, com minha neta, ouvindo uma esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio que s\u00f3 toca m\u00fasica, me reencontrei com Lud. Desta vez cantando uma m\u00fasica bem divertida, \u201cCheguei\u201d, mas quando prestei aten\u00e7\u00e3o \u00e0 letra , fiquei chocada: tinha palavr\u00f5es horr\u00edveis, o que n\u00e3o acrescentava nem tirava a gra\u00e7a da letra, mas achei grosso demais. Desnecess\u00e1rio ! Lembrei-me de uma aluna de 6\u00ba s\u00e9ria de uma escola p\u00fablica em que fiz est\u00e1gio. Quando pedi a ela e a um grupinho da mesma classe para fazermos um trabalho, ela p\u00f4s a m\u00e3o na cintura, chegou perto de mim e disse: \u201d N\u00e3o vou fazer p***ra nenhuma, car*****o\u201d!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu fiquei horrorizada e respondi: \u201c Que horror\u201d!! E ela respondeu:\u201d Aposto que a profe fala palavr\u00e3o!!, no que eu respondi: \u201cFalo sim, mas na minha casa e em jogo de futebol! \u201c Temos meio e lugar para falar o que queremos e como queremos! A\u00ed eu soube que ela passava a tarde inteira com a m\u00e3e, que vendia bolo e caf\u00e9, naqueles tabuleiros grandes, na cal\u00e7ada, em frente ao port\u00e3o de obras . Os fregueses eram pedreiros e serventes, que usavam um vocabul\u00e1rio espec\u00edfico. Aprendemos tudo na escola, na fam\u00edlia, no trabalho e no ambiente social. Assim, vamos construindo nossa cultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-224 size-medium\" src=\"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Tabuleiro-2-624x468-3-300x225.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Tabuleiro-2-624x468-3-300x225.png 300w, https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Tabuleiro-2-624x468-3-80x60.png 80w, https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Tabuleiro-2-624x468-3.png 624w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembrei-me desse epis\u00f3dio, com aquela menina linda com a m\u00e3o na cintura, quando ouvi a m\u00fasica da Ludmilla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 \u00f3timo usarmos uma linguagem moderna, que nos distingue tanto na cultura como na express\u00e3o do que somos , do que pensamos e do que fazemos. Assim \u00e9 que nos comunicamos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed, vi que a Ludmilla come\u00e7ou fazendo sucesso com as classes C,D e E, e foi migrando para as A e B. At\u00e9 que um dia eu a ouvi cantar no r\u00e1dio, a mesma m\u00fasica, s\u00f3 que as palavr\u00f5es trocados : \u201cp***ra\u201d por \u201c\u201d \u201czorra\u201d e \u201cque se\u201df** por \u201cque se exploda\u201d. A\u00ed sim, tocando nas r\u00e1dios a mil. Milh\u00f5es de pessoas ouvindo. Os funkeiros, cantores de hip hop , pop e tantos outros g\u00eaneros, cantem o que e como quiserem, se divirtam e divirtam muita gente, mas n\u00e3o acreditem na balela de que voc\u00eas, chocando as pessoas com trabalhos de baixo n\u00edvel cultural, v\u00e3o conseguir subir ao p\u00f3dio do reconhecimento pessoal , que seria de morrer de orgulho!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teve um tempo em que nas escolas p\u00fablicas \u201cn\u00f3is vai, n\u00f3is foi\u201d era considerado correto, pois era a cultura daquele lugar. \u00c9 um crime certos educadores aceitarem que essas crian\u00e7as se nivelem por baixo, por raz\u00f5es pol\u00edticas. Cultura tem que ser vivida e aprendida, do jeito mais completo que for poss\u00edvel e da forma mais enriquecedora que der .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi o que a Ludmilla percebeu: acertou os ponteiros com a linguagem, \u00e9 ouvida por milh\u00f5es de pessoas que reconhecem seu talento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que bom, essa menina talentosa vale ouro , prata e bronze!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RNVLCr-Y7rQ\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Palavra, Palavr\u00e3o, Palavr\u00f3rio, quero n\u00e3o! 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