{"id":3758,"date":"2025-12-10T18:36:32","date_gmt":"2025-12-10T18:36:32","guid":{"rendered":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/?p=3758"},"modified":"2025-12-10T18:36:32","modified_gmt":"2025-12-10T18:36:32","slug":"a-grande-ruptura-a-humanidade-adoecida-e-o-que-a-alma-tem-a-ver-com-isso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/a-grande-ruptura-a-humanidade-adoecida-e-o-que-a-alma-tem-a-ver-com-isso\/","title":{"rendered":"A Grande Ruptura: A Humanidade Adoecida e o que a Alma Tem a Ver com Isso?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Mar\u00edlia Abreu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Intuitivamente, usamos a express\u00e3o \u201cdesalmado\u201d para descrever algu\u00e9m ruim, a quem os psic\u00f3logos chamariam de psicopata. Do ponto de vista religioso, considero que \u201cdesalmado\u201d \u00e9 mais preciso.<\/p>\n\n\n\n<p>A psicologia, que seria a ci\u00eancia que estuda a alma, tem na percep\u00e7\u00e3o de Carl Jung um conceito relevante. Ele descreve um personagem interior da psique masculina a quem denominou anima (alma), a personifica\u00e7\u00e3o do feminino interior que busca sentido, e o animus, a figura masculina interior que impulsiona para o mundo, para a coragem e a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, entendo que as mulheres fizeram sua li\u00e7\u00e3o de casa: foram para o mundo. Os homens, em grande medida, n\u00e3o foram para a alma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na perspectiva espiritual, a alma \u00e9 o que nos conecta com o esp\u00edrito, com o aspecto divino. Sem essa conex\u00e3o, ficamos apenas reagindo \u00e0s circunst\u00e2ncias, com a perspectiva limitada de nossos pr\u00f3prios interesses e necessidades imediatas. Reagimos por instinto e n\u00e3o por alma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ignorar o passado coletivo e a conex\u00e3o entre causas e efeitos num \u00e2mbito maior afeta a forma como acionamos nossos instintos primitivos de sobreviv\u00eancia como motivador principal, usando a racionalidade apenas para encontrar a sa\u00edda mais vantajosa, desconsiderando o impacto mais amplo dessas decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa perspectiva, prevalente no masculino (ou no arqu\u00e9tipo do animus desequilibrado), tem dominado a civiliza\u00e7\u00e3o humana at\u00e9 aqui: a lei do mais forte, sendo a base do patriarcado, do capitalismo predat\u00f3rio e de um vi\u00e9s religioso dominante. O resultado foi a expans\u00e3o dessa vis\u00e3o pelo mundo, com dom\u00ednio, conquista e exterm\u00ednio de povos, como uma cultura que, para existir e prevalecer, precisa subjugar e destruir o que seja considerado primitivo (ou primordial), incluindo a Natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dia, esse modo de pensar iria colapsar. E parece que esse dia chegou.<\/p>\n\n\n\n<p>O excesso de energia yang, com essa forma brutal de se relacionar com o mundo, afasta cada vez mais o homem de sua alma, de seu prop\u00f3sito divino. O individualismo isola, as conquistas materiais perdem o sentido, e medicamentos, bebidas, drogas e pornografia tornam-se lenitivos para seres que perderam sua conex\u00e3o com a pr\u00f3pria alma, que andam sem rumo, sem prop\u00f3sito, continuando a fazer o que sempre fizeram sem entender o porqu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>A alma lida com os sentidos (no sentido de significado e sensibilidade), e as experi\u00eancias n\u00e3o sentidas, n\u00e3o integradas, n\u00e3o fazem sentido. Por isso, perde-se tamb\u00e9m o bom senso, o senso de justi\u00e7a, de equidade, de propor\u00e7\u00e3o. Perdem-se, enfim, todos os &#8220;sensos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O que vivemos hoje como viol\u00eancia contra a mulher, no Brasil e no mundo, \u00e9 sintoma de uma masculinidade adoecida e, muitas vezes, orgulhosa demais para procurar ajuda, que se vinga da mulher que passou \u00e0 dianteira.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres, ent\u00e3o, falam em conscientizar, educar, reclamar direitos, fazer passeatas pedindo isso ou aquilo, sem se dar conta de que ningu\u00e9m tem obriga\u00e7\u00e3o de ajudar quem n\u00e3o busca ajuda e de que \u00e9 ingenuidade acreditar na ren\u00fancia de privil\u00e9gios apenas pela conscientiza\u00e7\u00e3o. As mulheres devem exercer o poder que j\u00e1 t\u00eam.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa estrutura patriarcal depende da mulher tamb\u00e9m, e cada uma pode encontrar seu pr\u00f3prio modo de resistir, n\u00e3o preenchendo as expectativas que lhe s\u00e3o impostas.<\/p>\n\n\n\n<p>A bruxaria, ent\u00e3o, como j\u00e1 mencionou Silvia Federici em seu magn\u00edfico livro Calib\u00e3 e a Bruxa, traz uma estrutura filos\u00f3fica, religiosa e de estilo de vida que abra\u00e7a o universo feminino em sua totalidade. Ainda traz novas formas de lutar usando o invis\u00edvel, honrando seus ciclos, suas idades, integrando a mulher, estimulando a sororidade e criando uma sociedade e civiliza\u00e7\u00e3o mais org\u00e2nica, em comunh\u00e3o com a Natureza, o Divino e a ancestralidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Mar\u00edlia Abreu Intuitivamente, usamos a express\u00e3o \u201cdesalmado\u201d para descrever algu\u00e9m ruim, a quem os psic\u00f3logos chamariam de psicopata. 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