{"id":562,"date":"2019-07-17T16:20:45","date_gmt":"2019-07-17T19:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/webbypropaganda.com.br\/site-renataoliva\/?p=562"},"modified":"2023-04-18T14:42:15","modified_gmt":"2023-04-18T14:42:15","slug":"caramuru-bateria-simsenhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quasepedagogico.com.br\/site2\/caramuru-bateria-simsenhor\/","title":{"rendered":"Caramuru? Bateria sim,senhor!"},"content":{"rendered":"<p>O Beto resolveu contar a sua historia, bonita e\u2026sonora! Esta \u00e9 a primeira parte. A continua\u00e7\u00e3o vem na quarta que vem. Esta \u00e9 a primeira parte.<br \/>\nH\u00e1 50 anos eu ganhei de meus pais, um presente de natal que mudou a minha vida: uma \u201cBateria Profissional\u201d da marca Caramuru. Aos treze anos, terminando o 2o. ano do gin\u00e1sio, ganhei o objeto dos meus sonhos.<br \/>\nUm ano antes vi o conjunto Loupha tocando rock and roll em Ilhabela, desde ent\u00e3o queria ser baterista. Procurei uma escola perto de casa em Santo Amaro e fui \u00e0 luta. Aprender bateria sem poder treinar n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Mas o pouco que mostrei na festa de fim de ano do col\u00e9gio convenceu meu pai que eu j\u00e1 levava jeito.<br \/>\nA Caramuru era uma c\u00f3pia fiel de uma bateria de jazz americana da \u00e9poca. , inclusive com a decora\u00e7\u00e3o dos tambores com \u201cfilme de celuloide\u201d uma esp\u00e9cie de madrep\u00e9rola. Com uma bateria poderia finalmente me matricular no ano seguinte, no curso do professor Chumbinho, apelido do baterista Jo\u00e3o Rodrigues Ariza, indicado pelo meu colega Marcos Pochon cuja aula de bateria j\u00e1 tinha assistido antes.<br \/>\nA \u201cEscola Caio Gomes de M\u00fasica Popular Brasileira\u201d ficava em um sobrado na Rua Dr. Melo Alves, nos Jardins. Aulas eram de piano e bateria. A sala de aulas de bateria era logo na entrada, toda forrada de Eucatex, \u00e0 prova de som. O m\u00e9todo, escrito pelo pr\u00f3prio Chumbinho, ensinava a execu\u00e7\u00e3o tanto dos ritmos mais populares da atualidade bossa nova, rock, samba, fox, bolero, bai\u00e3o, etc. mesclando com exerc\u00edcios da \u201ct\u00e9cnica bater\u00edstica\u201d, os rudimentos, \u201cparadidles\u201d e alguns exerc\u00edcios para permitir as \u201cviradas\u201d. Tudo \u201cpor m\u00fasica\u201d<br \/>\nComo eu me empenhava bastante, no come\u00e7o dedicava todo meu tempo livre e mais um pouco com o treino na bateria, em poucos meses fui convidado para os \u201censaios de conjunto\u201d aos s\u00e1bados. Toc\u00e1vamos basicamente bossa nova e standards americanos. Cada aluno baterista que estivesse tocando com desenvoltura teria um pianista para ensaiar em conjunto, tudo sob orienta\u00e7\u00e3o dos respectivos professores, e com vistas \u00e0 famosa audi\u00e7\u00e3o de formatura.<br \/>\nO meu pianista era o Edgard Casciano, 4 anos mais velho, naquela \u00e9poca uma diferen\u00e7a grande. Depois de um tempo, como tinha piano em casa, passamos o ensaio para l\u00e1. Conheci nos ensaios tamb\u00e9m a Tina, que fazia dupla com outro aluno, mas que sabendo do meu interesse, come\u00e7ou a me levar \u00e0s apresenta\u00e7\u00f5es que participava. Naquele tempo, desfiles de modas, festas em clubes e festinhas eram movidas a m\u00fasica ao vivo. Mesmo sendo menor de idade, comecei ent\u00e3o a frequentar ambientes de adultos. Ou para tocar ou para ouvir os m\u00fasicos, fosse no \u201cAvenida Dan\u00e7as\u201d que tinha um \u00f3timo conjunto, um clube de dan\u00e7as de universit\u00e1rios pr\u00f3ximo ao Mackenzie e at\u00e9 os locais onde tocava o Chumbinho \u00e1 noite. Naquele tempo, nos locais elegantes, os m\u00fasicos tocavam de smoking e eu s\u00f3 poderia comparecer para assistir trajando blazer e gravata\u2026 Ali\u00e1s pratiquei algumas vezes a compra de ingressos baratos de quem comparecia para assistir shows de jazz no Teatro Municipal sem estar de palet\u00f3 e gravata. Naquele tempo, no Municipal s\u00f3 se entrava trajado adequadamente. Tive a oportunidade de l\u00e1 ver e ouvir os grande mestres Duke Ellington, Oscar Peterson, Earl Hines entre outros. Toquei tamb\u00e9m na TV para divulgar a escola de m\u00fasica, nos memor\u00e1veis \u201cAlmo\u00e7o com as Estrelas\u201d com Ayrton e Lolita Rodrigues e no \u201cXenia e Voc\u00ea\u201d, programas de variedades.<br \/>\nChegou o fim do curso e com ele a audi\u00e7\u00e3o de formatura. No Teatro da Liga das Senhoras Cat\u00f3licas onde hoje \u00e9 o pr\u00e9dio do grupo S\u00edlvio Santos na Brigadeiro. Muita emo\u00e7\u00e3o, meu primeiro solo de bateria em p\u00fablico, recebi uma placa, \u201chonor alit artes\u201d de destaque como aluno.<br \/>\nA partir desse dia, continuei meus estudos sozinho, com livros importados indicados pelo Chumbinho. Ali\u00e1s por insistente orienta\u00e7\u00e3o dele, nunca tive o objetivo de ser m\u00fasico profissional. Queria aproveitar os momentos de tempo livre para a m\u00fasica e seguir outra profiss\u00e3o. Ali\u00e1s era o que aparentemente acontecia nos movimentos musicais da \u00e9poca junto aos estudantes secund\u00e1rios e universit\u00e1rios que \u2026.. a musica com seus estudos e depois profiss\u00f5es.<br \/>\nPor Beto Rocco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Beto resolveu contar a sua historia, bonita e\u2026sonora! Esta \u00e9 a primeira parte. A continua\u00e7\u00e3o vem na quarta que vem. 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